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segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Amores de Verão

O Benfica tem, digo eu, legítimas aspirações de passar à eliminatória seguinte da Champions League. Para que isso aconteça e para que possamos até, com um pouco de sorte no sorteio pensar em ir mais além, temos de reforçar posições chave que neste momento parecem órfãs de alternativas de qualidade. Falo obviamente das laterais defensivas.

Maxi está castigado, não poderá alinhar no primeiro encontro contra os Russos do Zenit, e penso que não cabe na cabeça de ninguém, pelo menos na minha, que as nossas probabilidades de sucesso aumentem com a utilização de André Almeida ou até de Miguel Vítor na lateral direita.

Emerson, é o que se sabe e o que se vê, um jogador esforçado e competitivo, mas que não oferece muitas mais valias do que estas à equipa. Precisamos de mais.

A ideia de apresentar uma defesa de um lado com Emerson e de outro com André Almeida ou mesmo Miguel Vítor não augura nada de bom.

Não só a Champions conta, o campeonato é grande e ainda temos a taça da liga com que nos preocupar, e entre prevenções de lesões e castigos, temos obviamente de nos reforçar.

Explanados os considerandos, vamos a contas:

  • Para poder inscrever o número total de jogadores a que tem direito na Champions, o Benfica tem de respeitar quotas de jogadores nacionais e formados no clube na ficha de inscrição, sendo que por cada um a menos que apresente, será menos um estrangeiro que pode inscrever;
  • O Benfica, na sua ficha de inscrição perde para já César Peixoto, Rúben Amorim (supostamente) e David Simão, menos três portugueses, o que deverá significar a obrigação de retirar outros tantos estrangeiros da ficha;
  • O Benfica não se pode dar ao luxo de retirar estrangeiros da sua lista, pois cada um destes constitui alternativa importante aos supostos titulares, Matic, Jardel, Enzo, Saviola, etc;
  • Partindo do princípio que Yannick Djaló é reforço, e que será inscrito na competição, tal como André Almeida, fica a faltar um jogador português para que possamos ter um plantel forte e objectivo na competição;


Por tudo isto atrás exposto, pelo facto de o Benfica precisar de reforçar as suas laterais, de preferência com um jogador luso, e pelo facto do Málaga não ter estado presente em qualquer competição Europeia nesta temporada, Eliseu parece a luva que cabe na mão.

O namoro é já antigo e sempre fez sentido, claro que não é nenhum Coentrão, mas neste momento é, creio eu, exactamente aquilo que precisamos.

Aguardemos.

Errata: Fui alertado nos comentários deste post, pelo grande Benfiquista e sempre atento Gandaia, que não será necessário retirar jogadores estrangeiros, mas sim cumprir com o limite máximo de 17, limite esse que já se encontra atingido, facto que por si só continua a confirmar a necessidade de ser português o jogador a ser eventualmente contratado para as posições anteriormente mencionadas.

3 comentários:

Gandaia disse...

O Benfica não tem que retirar nenhum estrangeiro já inscrito.

Nos 25 tem que haver 4 jogadores formados localmente (Portugal) e 4 jogadores formados no clube.

Portanto, os 17 estrangeiros inscritos poderão continuar inscritos.

ToElGordo disse...

É capaz de ter razão, caro Gandaia, mas o facto de não poder inscrever mais estrangeiros também "empurra" para que contratemos um português. Não vejo que estrangeiro possa sair da ficha para entrar outro para uma das posições atrás mencionadas.

Cumprimentos

Observador disse...

Gandaia já disse o que eu ia dizer.

Dito isto, vamos a jogo!